Não havia a existência nem a não-existência. Não havia o mundo da matéria, nem o firmamento, nem o espaço além dele.
O que o envolvia, e onde estava? Qual era o seu propósito, quem o protegia? Que água, profunda e insondável, havia?
Não havia a morte nem a imortalidade, nem nada que separasse a noite do dia.
Aquele Um, em seu envoltório, a si mesmo respirava e não respirava. Afinal, só havia Um e mais nada.
No princípio, a escuridão era envolvida pela escuridão. Tudo era água cósmica, sem nenhuma distinção.
Este Um, envolto pelo nada, emergiu através do calor da austeridade. Assim surgiu o desejo, que da mente é a primeira semente.
Os videntes-poetas, buscando a sabedoria profunda do coração, encontraram a linha tênue entre a existência e a não-existência pela meditação.
(adaptado a partir de traduções do Nasadiya Sukta, Rig Veda 10:129, disponíveis na internet)

impressionante como não tinha nada mas tinha água
ResponderExcluirsim!! e um tipo de água celestial (ambhah)
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